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	<title>Diário de uma Dismorfia Corporal</title>
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	<description>Convivendo com a Dismorfia Corporal</description>
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		<title>Diário de uma Dismorfia Corporal</title>
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		<title>Novo dono do blog</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 15:26:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gostaria de comunicar aos leitores do blog que a partir de hoje ele não será mais meu, será de uma pessoa chamada ADEN. Mentira! O blog continua sendo meu. Mas esse cara aí, que eu nem sei quem é, apareceu &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2012/01/24/novo-dono-do-blog/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2627&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de comunicar aos leitores do blog que a partir de hoje ele não será mais meu, será de uma pessoa chamada ADEN. Mentira! O blog continua sendo meu. Mas esse cara aí, que eu nem sei quem é, apareceu aqui no blog e deixou um comentário em 2 posts. E ele é ótimo, escreve bem e se expressa melhor ainda. Eu fiquei assim <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_surprised.gif' alt=':o' class='wp-smiley' />  quando li o comentário dele. E é por isso que eu estou transformando em POST, pq merece. Boa leitura a todos. Obs: Eunice é uma leitora que comentou dizendo que tem dismorfia.</p>
<blockquote><p><span style="color:#008080;">Vocês podem até ter esse problema, achar que são feias. Mas nós homens achando vocês bonitas, é isso que importa. Vocês podem dizer que o que importa é a própria pessoa se achar bonita, e digo que isso é verdade, mas se outras pessoas te acham bonita, digo que também é bom. Por exemplo o caso da Eunice, aposto que o marido dela acha ela bonita. Então acho que mesmo tendo tal problema é bom deixar um pouco de lado esse pensamento egoísta de achar que só vale o que você pensa e aceitar os elogios das outras pessoas. Se as pessoas te acham bonita é porque você é e fim de papo, nós homens somos diretos mesmo então não levem a mal. Não importa se você é índia, negra, japonesa, branca, mulata, ruiva, se tem sardas, se tem cabelo curto ou longo, se é liso ou cacheado, enfim, nada disso importa. Você não é o padrão de beleza para alguns homens, isso é lógico, mas com certeza para outros é.</span><br />
<span style="color:#008080;"> A beleza é relativa e cada pessoa tem uma beleza única. Então parem de reclamar de suas aparências e agradeçam a Deus pela vida, pela saúde e por terem seus corpos perfeitos, pois podem ver, ouvir, falar, tem todos os membros e não têm deformidades de nascença nem adquiridas através de acidentes, agradeçam a Deus pela beleza única de ele deu para você, pois ninguém tem a mesma beleza que você tem. Quem acha essas mulheres de revistas cheias de maquiagem e photoshop são bonitas só porque disseram que é, e nem pensam que isso serve somente para movimentar a indústria da beleza (pois as mulheres buscam incansavelmente uma beleza que não existe) não passa de massa de manobra sem opinião própria e sem senso de crítica, pois não consegue ver que a verdadeira beleza está na frente do espelho.</span></p>
<p><span style="color:#008080;">Abraços de um homem que não é bonito nem feio, sou apenas eu.</span></p></blockquote>
<p>E o outro comentário:</p>
<blockquote><p><span style="color:#008080;">Vocês mulheres são muito bobas mesmo. Nós homens sabemos muito bem que aquelas mulheres não existem, que é tudo maquiagem e photoshop.</span><br />
<span style="color:#008080;"> E outra, quem disse que estas fotos tratadas estão melhores que as outras? Estão parecendo mais com umas bonecas de porcelana, sou muito mais as fotos naturais. A mocinha com as sardas por exemplo, não vejo problema nas sardas, esse é o charme dela, a foto tratada está ruim, parece uma imagem 3D virtual.</span></p>
<p><span style="color:#008080;">Abraços.</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#000000;">Ele é o cara.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2627/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2627&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>E vc ainda acredita nas revistas?</title>
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		<comments>http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2012/01/17/e-vc-ainda-acredita-nas-revistas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 10:56:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Buenos Dias pra todos. Dismórfico é uma coisa de doido!!! Se um dismórfico vai em algum consultório, seja médico, dentista ou mesmo nas bancas pelas ruas afora. Digo e repito. A pele perfeita que vc vê não existe. Tudo aquilo &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2012/01/17/e-vc-ainda-acredita-nas-revistas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2609&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Buenos Dias pra todos.</p>
<p>Dismórfico é uma coisa de doido!!! Se um dismórfico vai em algum consultório, seja médico, dentista ou mesmo nas bancas pelas ruas afora. Digo e repito. A pele perfeita que vc vê não existe. Tudo aquilo é manipulado. Se vc pegar qualquer pessoa na rua, der uma ajeitada no cabelo, uma maquiagem, fazer uma pose esperta e tiver um fotógrafo bacana com uma câmera de R$ 4.000,00 é ÓBVIOOOOO que vai ficar legal pra caralh*. Se já não bastasse isso, depois de toda essa produção, a foto vai ainda pro nosso grande amigo PHOTOSHOP pra dar mais um glamour pra foto. Quer ver um exemplo? <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2010/08/22/dente-carolina-dieckmann/" target="_blank">Carolina Dieckmann tem o dente torto e vc nunca reparou</a>.</p>
<p>Como publicitária, sei mexer no Photoshop consideravelmente e as vezes edito alguma foto. Tenho um filhote de gato que retirei do abandono e estou tentando um lar para ele. Bati uma foto que ficou bacana, mas dei aquela ajeitada no Photoshop pra deixar mais bonita. Agora vejam como é fácil dar aquela aperfeiçoada na foto.</p>
<p><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/tigradops2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2618" title="tigradops2" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/tigradops2.jpg?w=640" alt=""   /></a><br />
Peguei na net essas fotos editadas pra vcs verem como tudo é manipulado e todo mundo pode ficar com cara de Revista Nova.</p>
<p>Clique na foto para ampliar.</p>
<p><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop1a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2611" title="photoshop1a" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop1a.jpg?w=640&#038;h=394" alt="" width="640" height="394" /></a><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop2a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2612" title="photoshop2a" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop2a.jpg?w=640&#038;h=394" alt="" width="640" height="394" /></a><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop3a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2613" title="photoshop3a" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop3a.jpg?w=640&#038;h=394" alt="" width="640" height="394" /></a><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop4a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2614" title="photoshop4a" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop4a.jpg?w=640&#038;h=394" alt="" width="640" height="394" /></a><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop7a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2615" title="photoshop5a" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop5a.jpg?w=640&#038;h=394" alt="" width="640" height="394" /><img class="aligncenter size-full wp-image-2617" title="photoshop6a" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop6a.jpg?w=640&#038;h=394" alt="" width="640" height="394" /><img class="aligncenter size-full wp-image-2616" title="photoshop7a" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2012/01/photoshop7a.jpg?w=640&#038;h=393" alt="" width="640" height="393" /></a><br />
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• <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2011/05/06/pare-de-acreditar-em-capas-de-revistas-2/" target="_blank">Pare de acreditar em capas de revistas #2</a><br />
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• <a href="../2010/05/10/a-mulher-da-pagina-194/" target="_blank">A Mulher da Página 194</a><br />
• <a href="../2010/01/04/ex-miss-universo-posa-sem-retoques-para-capa-de-revista/" target="_blank">Ex-Miss Universo posa nua e sem retoques para capa de revista</a><br />
• <a href="../2009/10/09/pele-perfeita/" target="_blank">Pele Perfeita</a><br />
• <a href="../2010/03/26/aviso-sobre-photoshop-podera-ser-obrigatorio-em-publicidade/" target="_blank">Aviso sobre photoshop poderá ser obrigatório em publicidade</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2609/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2609&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Monografia sobre Dismorfia Muscular</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 20:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ladies and gentlemen, Esse blog anda com pouco post pq minha vida anda uma bagunça, mas espero que logo eu volte  a postar com mais frequência aqui. Sinto falta de fazer posts meus, e não só postando textos de outros &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2012/01/15/monografia-sobre-dismorfia-muscular/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2602&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ladies and gentlemen,</p>
<p>Esse blog anda com pouco post pq minha vida anda uma bagunça, mas espero que logo eu volte  a postar com mais frequência aqui. Sinto falta de fazer posts meus, e não só postando textos de outros lugares.</p>
<p>Enfim. O post de hoje é sobre um trabalho de conclusão de curso (monografia) sobre Dismorfia Muscular (2010). Coooooooomoooo são 70 páginas eu vou colocar aqui só as partes mais interessantes e no final vou por a monografia (autora: JULIANA HAMMES DE´CARLI) para quem quiser baixar. Até porque o blog é sobre dismorfia corporal e não vigorexia. Então só vou postar o que tem a ver com a auto imagem distorcida e não vou postar as partes sobre a prática excessiva de exercícios físicos.</p>
<p>Fiz minhas observações em <span style="color:#ff00ff;"><strong>ROSA</strong></span>.</p>
<p><strong>Resumo:</strong><br />
Este trabalho trata da dismorfia muscular, um transtorno dismórfico corporal recente em relação a outros já estudados, como bulimia e anorexia. A mídia e a cultura são fortes fatores influenciáveis, que estimulam a propagação desse transtorno. O indivíduo com dismorfia muscular apresenta distorção de imagem corporal e os sintomas deste problema estão associados a sintomas de estresse psicoemocional. Este transtorno apresenta comorbidade e por se tratar de um problema recente <span style="color:#ff00ff;">(eu não acho que o problema seja recente, eu acho que é um problema bem antigo mas que nunca houve uma preocupação em estudar e tratar. Da mesma forma que falam erroneamente que a dismorfia corporal é uma NOVA DOENÇA, que mané nova pow! É nova a atenção que estão dando para ela, mas ela já existe há séculos!)</span>, ainda não há descrição para tratamento específico, tendo práticas “emprestadas” de quadros correlatos e que não podem ser descritas como definitivas.</p>
<p>De acordo com a American Psychiatric Assocition (DSM-5 Development), transtornos de dismorfia corporal são caracterizados por<br />
1. Preocupação com uma falha ou defeito percebido na aparência física que não é<br />
observável por outras pessoas.<br />
2. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo (por exemplo: humor depressivo, ansiedade, vergonha), prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes de funcionamento (como na escola ou o relacionamento em casa).<br />
3. As preocupações não se restringem aparentemente a sintomas de um transtorno alimentar (exemplo, preocupação com a gordura corporal ou peso).</p>
<p>A distorção da imagem corporal está comumente associada a distúrbios alimentares como anorexia, bulimia e transtorno dismórfico corporal. Quando falamos de imagem corporal, a auto-percepção do peso é importante e determinante entre os transtornos dismórficos corporais, podendo ser influenciado por diversos fatores, incluindo a cultura e os padrões sociais. (VEGGI ET al, 2004).</p>
<p><strong><span style="color:#ff00ff;">Achei esse parágrafo confuso. Parece que o transtorno dismórfico corporal está diretamente ligada à um distúrbio alimentar. E isso não procede. Da mesma forma que a vigorexia é um SUBTIPO da dismorfia corporal, a anorexia também é. Agora no transtorno dismórfico corporal é muito mais predominante a obsessão por DEFEITOS FÍSICOS ESPECÍFICOS. O parágrafo podia ter sido escrito passando o &#8220;transtorno dismórfico corporal&#8221; pra frente pra não gerar confusão.</span></strong></p>
<p>Mudanças na aparência, forma e tamanho corporais, que são comuns em toda<br />
sociedade, têm uma importante função social e expressam onde o indivíduo está inserido na sociedade e pode ainda demonstrar mudança no status social (CONTI, 2005- 6). O indivíduo só é aceito estando nos padrões do grupo. Assim pessoas não atraentes podem ser discriminadas e não recebem tanto suporte em seu desenvolvimento quanto os sujeitos reconhecidos como atraentes, podendo ser rejeitadas, o que dificulta o desenvolvimento de habilidades sociais e da auto- estima. (SAIKALI, 2004).</p>
<p>A distorção da imagem corporal é um fator determinante para os transtornos alimentares. De acordo com Saikali ET AL (2004), a autoavaliação desta pode ocorrer de três formas:<br />
“(&#8230;) o indivíduo pensa em extremos relacionados à sua aparência ou é muito crítico em relação a ela; quando o indivíduo compara a sua aparência com padrões extremos da sociedade; quando o indivíduo se concentra em um aspecto de sua aparência.” (SAIKALI ET al, 2004. V.31,n.4.). Tanto a anorexia, quanto a dismorfia muscular, foi considerada por Pope (2002) como doenças ligadas à perda de controle de impulsos narcisistas.</p>
<p><strong>TRATAMENTO</strong></p>
<p>No tratamento psicológico é feito a identificação de padrões distorcidos de percepção da imagem corporal e identificação de aspectos positivos da aparência física. Deve-se abordar e encorajar atitudes mais sadias e enfrentar a aversão de expor o corpo e isso, na maioria das vezes, não flui resultado, pois, o vigoréxico tem um bloqueio muito grande e não aceita<br />
opinião.</p>
<p><strong><span style="color:#ff00ff;">Não só o vigoréxico, né? Eu mesma, dismórfica, sou a dona da minha verdade e tenho grande dificuldade de aceitar &#8220;conselhos&#8221;.</span></strong></p>
<p>A influência da mídia, sociedade e meio esportivo de que corpos perfeitos são<br />
sinônimos de beleza e sucesso, vem acometendo homens e mulheres para o desenvolvimento de transtornos alimentares e mentais, levando o ser humano ao extremo para conseguir os resultados impostos por estes meios de comunicação.</p>
<p>Essas pessoas se tornam perfeccionistas consigo mesmas e obsessivas pelo exercício (BATISTA, 2005). Estes complexos podem ser agravados pela busca inconstante da beleza física e vem acompanhada de ansiedade, depressão, fobias, atitudes compulsivas e repetitivas, como olhar muitas vezes ao espelho (ASSUNÇÃO, 2002).</p>
<p><strong>4.1 Dismorfia muscular, adolescentes e formação da Imagem Corporal</strong></p>
<p>De acordo com McCabe ET AL. (2001), a maioria dos estudos sobre imagem corporal é feito com meninas e ressaltam os efeitos das influências socioculturais. Ainda existem poucos estudos teóricos sobre as influências em meninos. Foi feito um estudo no qual o principal objetivo era examinar detalhadamente a natureza das mensagens que os adolescentes recebem sobre seus corpos de diferentes fontes. As mensagens foram organizadas de acordo com o tipo de fonte, que foram as seguintes: pais, mães, irmãs, irmãos, amigos homens, amigos mulheres e a mídia. Participaram do estudo 40 meninas e 40 meninos adolescentes com 13 a 15 anos da classe média na Austrália. O índice de massa corporal nas meninas tinha<br />
a média de 23,13kg/m² enquanto nos meninos a média era de 22,49kg/m² (McCABE ET AL, 2006). As informações foram adquiridas através de entrevista, foram feitas perguntas em aberto e depois perguntas mais diretas.</p>
<p>Baixa auto- estima, e altos níveis de depressão, ansiedade e sensibilidade interpessoal prevêem distúrbios como distúrbio de imagem corporal e juntamente com outros sintomas, a dismorfia muscular. Apesar de sintomas de depressão estar relacionado com distorção de imagem corporal e dismorfia muscular, sendo uma variante única, só aparece significantemente na<br />
dismorfia muscular.</p>
<p>O processo dos indivíduos que acreditam serem objetos ou mercadorias quando são olhados e avaliados chama-se auto-objetivação (FREDRICKSON e ROBERTS, 1997). A autoobjetivação tem sido mostrada resultando em ansiedade aparente, vergonha do corpo,sintomas de depressão, baixa satisfação corporal, baixa auto-estima e transtorno alimentar.</p>
<p>Os benefícios dos exercícios físicos não são tão vivenciados para pessoas que se auto-objetivam (MALTBY e DAY, 2001). O que mostra que este é um fator de risco para a pessoa ter uma imagem corporal negativa (McKINLEY, 1998; STRELAN ET AL, 2003). Uma pessoa que não usufrui dos benefícios e treina por autoobjetivação não necessariamente mudará sua imagem corporal positivamente. Por exemplo, uma pessoa com alto índice de gordura corporal, ao emagrecer nem sempre tem uma satisfação corporal correspondente. E é importante lembrar que desejar ter uma aparência melhor, não necessariamente quer dizer que deseja se sentir melhor. Portanto, o que esteestudo mostra é que tanto para homens, quanto para mulheres, treinar com a resposta específica de auto-objetivação só agrava o problema.</p>
<p>Um estudo feito em 2001 por Hitzeroth notou que cinco em cada quinze homens com transtorno dismórfico corporal (TDC), possuíam dismorfia muscular. Em 2005, Pope et al fizeram um estudo com o objetivo de comparar homens com TDC com dismorfia muscular e homens com TDC sem dismorfia muscular. Homens com DM se preocupam com mais partes do corpo do que homens com TDC, mas quando comparam os dois grupos sem levar em conta a preocupação com os músculos, os dois grupos são semelhantes. Entre os homens com DM a principal preocupação são os músculos, seguidos de cabelo e depois a pele, enquanto os homens com TDC preocupam-se mais com cabelo e pele. Comparando comportamento entre os dois grupos, ambos possuem “checagem no espelho” e se escondem partes do corpo com roupas.</p>
<p>Devido ao fato da DM ocorrer juntamente com outras manifestações do TDC, espera-se que a DM responda ao mesmo tipo de tratamento, com inibidores de serotonina ou terapia cognitivo-comportamental. De qualquer forma os sintomas de DM precisam ser ainda estudados.</p>
<p>Download completo: <a href="http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?down=000807539" target="_blank">clique aqui<br />
</a>depois de fazer o download tem que renomear e por <strong>.pdf</strong> no final do arquivo pra poder abrir.</p>
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		<title>AUTO-IMAGEM DISTORCIDA, ENTENDA O QUE É</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 17:08:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Transtorno dismórfico corporal sob a perspectiva da análise do comportamento Josy de Souza Moriyama; Vera Lúcia Adami Raposo do Amaral RESUMO O objetivo do trabalho foi investigar comportamentos classificados como Transtorno Dismórfico Corporal e suas contingências de desenvolvimento e manutenção. &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2012/01/06/auto-imagem-distorcida-entenda-o-que-e/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2598&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>Transtorno dismórfico corporal sob a perspectiva da análise do comportamento</strong></p>
<p><strong></strong><strong>Josy de Souza Moriyama; Vera Lúcia Adami Raposo do Amaral</strong></p>
<p><strong>RESUMO</strong></p>
<p>O objetivo do trabalho foi investigar comportamentos classificados como Transtorno Dismórfico Corporal e suas contingências de desenvolvimento e manutenção. Foi um estudo descritivo-exploratório por meio de entrevistas, com sete participantes e seus familiares, para levantar algumas hipóteses baseadas nos princípios teóricos do Behaviorismo Radical. Encontraram-se comportamentos depressivos, obsessivos, compulsivos e delirantes; de esquiva social; checagem no espelho e rituais de camuflagem. Nas histórias de vida, identificaram-se: educação coercitiva, grande valorização da beleza, reduzidas interações sociais, acidentes ocorridos, comentários sobre parte do corpo e cirurgias. Sob o controle de estímulos específicos, como o defeito alegado e o olhar dos outros, muitas classes de comportamentos tinham a função de fuga/esquiva. Os comportamentos eram reforçados negativamente, porque evitavam a exposição aos outros e críticas. Alguns comportamentos foram descritos por meio da esquiva experiencial, pois tinham a função de evitar o contato com experiências privadas aversivas, trazendo grandes prejuízos nas áreas social, ocupacional e familiar.</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é um transtorno relacionado a preocupações com a aparência. Os critérios diagnósticos estabelecidos pelo DSM-IV (APA, 1995) são: preocupação com um defeito imaginado na aparência, e mesmo que haja um mínimo defeito, a preocupação é extremamente acentuada; sofrimento significativo e/ou prejuízo no funcionamento da vida do indivíduo; não deve ser confundido com Anorexia e Bulimia. Enquanto nesses transtornos, a preocupação é com o tamanho ou forma do corpo como um todo, no TDC se refere a uma ou mais partes do corpo como: nariz, boca, queixo, seios, cabeça, cabelo, pernas, quadris, entre outras.</p>
<p>As preocupações são mais freqüentes em situações sociais, sendo comum esquiva social e tentativas de camuflagem (com maquiagem, roupas, gestos). Outros comportamentos característicos são: olhar fixamente no espelho, ou evitar espelhos, comparar-se com outras pessoas, pedir reafirmações sobre o defeito, realizar cirurgias plásticas e tratamentos estéticos. Alguns desses comportamentos podem se tornar rituais que prejudicam as atividades diárias. Sem tratamento médico e psicológico, o TDC persiste por anos, sendo caracterizado como um transtorno crônico e perigoso, com riscos de suicídio (Phillips, McElroy, Keck, Pope &amp; Hudson, 1993; Figueira, Nardi, Marques &amp; Versiani, 1999).</p>
<p>Segundo o DSM-IV (APA, 1995), o TDC pode estar associado com o Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Delirante, Fobia Social e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). A maioria dos estudos discute se o TDC deveria ser considerado como um transtorno separado, que apresentaria comorbidades com esses outros transtornos citados, ou como um spectrum (ou subtipo) de alguns deles.</p>
<p>Teorias biológicas sugerem, como causa orgânica do TDC, a desregulação do sistema serotoninérgico (Figueira et al., 1993; Figueira et al., 1999). Vários autores (Birtchenell, 1988; Rosen, 1997; Figueira et al., 1999) consideram a importância das influências culturais sobre seu desenvolvimento, diante da grande valorização da beleza e aparência física.</p>
<p>Alguns estudos de caso destacam aspectos da história de vida de indivíduos com TDC que parecem ser comuns e poderiam ter relevância em seu desenvolvimento: a educação rígida ou pais superprotetores; poucos amigos durante a fase escolar; ganhos secundários; famílias em que se dá maior ênfase em conceitos estereotipados de beleza; comentários, ainda que inócuos ou neutros, em relação à aparência e acidentes traumáticos (Andreasen &amp; Bardach, 1977; Bloch &amp; Glue, 1988; Braddock, 1982; Kaplan, Sadock &amp; Grebb, 1997; Rosen, 1997; Thomas, 1984).</p>
<p>Até o momento, não há um consenso quanto a questões de classificação, etiologia, prevalência e tratamento. Como raramente indivíduos com TDC apresentam apenas comportamentos relacionados a preocupações com a aparência, mas também comuns a outros transtornos, a classificação psiquiátrica é difícil. Sob a perspectiva da Análise do Comportamento, esta classificação do manual DSM descreve os tipos de topografias das respostas que podem ocorrer, mas não explica seu desenvolvimento ou as variáveis que as mantêm. A avaliação comportamental deveria ir além do modelo topográfico, buscando variáveis ambientais relacionadas à instalação e manutenção das respostas, isto é, as relações funcionais entre as respostas e as variáveis ambientais. Para a Análise do Compor-tamento, um comportamento “diferente” não deve ser visto como “patológico”, pois, se ele foi selecionado é porque, de alguma maneira, é funcional (Matos, 1999).</p>
<p>Neste trabalho, o TDC foi considerado como classes de respostas selecionadas e modeladas, ao longo da vida de um indivíduo, a partir de suas interações com o ambiente. Considerou-se a proposta alternativa de classificação de Hayes, Wilson, Gifford e Follete (1996) sobre o desenvolvimento de dimensões diagnósticas funcionais.</p>
<p>Um exemplo desta classificação para os transtornos de ansiedade, dentre outros diagnósticos psiquiátricos, é a esquiva experiencial, que ocorreria quando o indivíduo se engaja em comportamentos para evitar, eliminar ou diminuir o contato com experiências privadas particulares como: sensações corporais, emoções, pensamentos, lembranças, passando a evitar estes eventos e as ocasiões ou contextos em que eles ocorrem (Friman, Hayes &amp; Wilson, 1998). Por terem alcançado processos supe-riores do comportamento verbal e desenvolvido o pensamento e a linguagem, os seres humanos seriam capazes de formar classes de estímulos equivalentes entre eventos públicos e privados, formando equivalên-cias entre crenças, sentimentos, emoções e eventos ambientais (Wilson &amp; Hayes, 2000). Por meio da transferência de função entre estímulos equivalentes, a pessoa passa a se esquivar não apenas do evento que inicialmente lhe causava sensações aversivas, mas também das sensações aversivas em si mesmas, que ganharam características aversivas, porque passam a funcionar como estímulos discriminativos aversivos priva-dos.</p>
<p>Na esquiva experiencial, o reforçamento negativo ocorre pela diminuição das sensações corporais aversivas, mesmo que momentaneamente. Não se expondo às novas contingências, não há chance de reforçamento diferencial de outros compor-tamentos que pudessem favorecer a extinção das sensações aversivas. Pelo contrário, aumentam as redes relacionais de equivalências aversivas e a quantidade de estímulos a serem evitados. As características comuns dos transtornos em que se observa esquiva experiencial são a não aceitação e evitação de experiências privadas, e estratégias de evitação inefetivas (Hayes et al., 1996).</p>
<p>De acordo com Amaral (2001), certos pacientes com TDC têm suas atividades sociais e rotineiras prejudicadas, pois imaginar estar nestas situações produz grande ansiedade e faz com que eles a evitem. Supôs-se que casos de TDC pudessem ser compreendidos de acordo com a esquiva experiencial.</p>
<p>Numa tentativa de aproximar a pesquisa teórica da prática clínica, o presente trabalho procurou apresentar uma compreensão alternativa ao diagnóstico psiquiátrico do TDC, que pudesse trazer contribuições aos terapeutas comportamentais que se deparam com clientes que apresentam as classes de respostas características. Por meio de uma coleta sistemática de dados, levantaram-se hipóteses, baseadas em princípios teóricos do Behaviorismo Radical, para os casos abordados, semelhantes àquelas a que o terapeuta tem acesso na prática clínica.</p>
<p>O objetivo foi investigar a história de contingências e as contingências atualmente em operação, descritas por participantes com TDC e seus familiares, para compreender o transtorno a partir da perspectiva da Análise do Comportamento. Também foram comparadas variáveis descritas na história de vida de cada participante, a fim de identificar semelhanças funcionais entre eles.</p>
<p><strong>Método</strong></p>
<p><strong>Participantes</strong></p>
<p>Participaram do estudo sete pessoas (P1, P2, P3, P4, P5, P6 e P7) que apresentavam classes de comportamentos classificadas como TDC no DSM-IV (APA, 1995). O diagnóstico foi obtido por meio de uma entrevista semi-estruturada com pacientes, indicados por cirurgiões plásticos, que apresentavam queixas recorrentes de preocupações excessivas com a aparência. As idades dos participantes variavam de 23 a 48 anos, suas rendas financeiras de R$600,00 a R$20.000,00 e a escolaridade, desde o analfabetismo até o superior completo. O nível sócio-econômico diversificado ocorreu devido aos diferentes locais em que os participantes foram selecionados: duas clínicas particulares de cirurgia plástica e uma ONG (Organização não-governamental) em cirurgia plástica.</p>
<p>Quatro cirurgiões plásticos ajudaram a fazer contato e a convidar seus pacientes para participar da pesquisa. Também participaram do estudo alguns familiares dos participantes, como pai, mãe, irmã, esposa e marido.</p>
<p><strong>Material</strong></p>
<p><strong>Ficha de identificação dos participantes</strong></p>
<p>Foi utilizada com a função de selecionar os participantes, para obter dados pessoais (idade, escolaridade, renda econô-mica); dados sobre características do TDC (se pensavam muito sobre o defeito imaginado, se tentavam esconder o defeito, se as preocupações interferiam em atividades diárias), e dados de exclusão (comportamentos de Bulimia e Anorexia).</p>
<p><strong>Roteiro de entrevista semi-estruturada para os participantes</strong></p>
<p>Continha questões relativas à história de vida, ao início das preocupações com a aparência, às relações com a família, aos comportamentos característicos do TDC, às contingências atuais que mantinham esses comportamentos.</p>
<p>Roteiro de entrevista semi-estruturada para membro da família dos participantes</p>
<p>Continha questões semelhantes àquelas do roteiro anterior, referentes às impressões dos familiares em relação aos comportamentos dos participantes.</p>
<p><strong>Procedimento</strong></p>
<p>Os cirurgiões receberam informações sobre o TDC e convidaram pacientes para participar da pesquisa. Os pacientes receberam informações sobre a pesquisa, assinaram o consentimento livre e esclarecido e responderam à ficha de identificação. Cada um deles e seus familiares foram entrevistados, individualmente. Todas as entrevistas foram gravadas. O número de entrevistas e os familiares escolhidos pelos participantes variaram de acordo com a necessidade da coleta de dados complementares (geralmente de duas a três entrevistas com cada participante e uma com cada membro familiar).</p>
<p>A partir da gravação e transcrição das entrevistas, foi feita uma sistematização dos dados, em que os comportamentos apresentados pelos participantes foram descritos e analisados, de acordo com o modelo da Análise do Comportamento. Por meio de trechos dos relatos dos participantes, foram descritas relações entre os comportamentos e alguns eventos referentes à história de contingências passada e vigente, caracterizando o estudo como descritivo e exploratório.</p>
<p><strong>Resultados</strong></p>
<p>Resumo da História de Vida e da História de Contingências dos Participantes</p>
<p><strong>P1:</strong></p>
<p>Mulher de 32 anos morava com o marido, uma filha de um ano e seus pais. Cursava graduação. A renda da família era de R$700,00. Preocupava-se com o nariz.</p>
<p>Aos nove anos de idade, bateu o nariz em um poste e teve um desvio de septo. Aos 18, logo após realizar uma cirurgia para corrigir este desvio, olhou-se no espelho e começou a chorar porque não gostou do resultado. A partir de então, começou a se preocupar e realizou 13 cirurgias plásticas em seu nariz. Ele não parece torto, existem pequenas saliências quase imperceptíveis na região superior, que foram apontadas pelo cirurgião plástico que a indicou, como resultantes de tantas cirurgias que já realizou.</p>
<p>Durante a infância e adolescência, tinha contato com tios que se preocupavam com a aparência e faziam comparações entre a participante e uma prima, que diziam ser mais bonita, comunicativa e ter mais amigos. Antigamente, olhava-se muito no espelho para checar o nariz, depois passou a evitar, pois se sentia mal. Colocava a mão na frente do nariz, o que foi observado nas entrevistas. Seu repertório social era bastante limitado, falava baixo e pouco, não olhava nos olhos, não tinha amigos.</p>
<p><strong>P2:</strong></p>
<p>Homem de 37 anos, solteiro, morava sozinho, operário, com ensino médio completo e renda de R$600,00.</p>
<p>As primeiras preocupações com a aparência foram surgindo gradualmente, durante a adolescência, quando se preocupava com espinhas e se achava muito baixo. Usava maquiagem para tentar esconder as espinhas e deixava de ir a vários lugares, por causa delas. Foi atropelado por uma moto, caindo com o rosto no chão, o que resultou em uma mancha no nariz. Suas preocupações se intensificaram após este acidente, vindo a procurar uma ONG em cirurgia plástica. Os médicos deram prioridade para retirar uma pinta ao lado da mancha, pelo risco de desenvolvimento de câncer. Este procedimento resultou numa pequena mancha, ao lado daquela que o incomodava. Desde então, ele retomava constantemente e dizia, aos médicos, que estava insatisfeito com os resultados e gostaria de retirar as duas manchas do nariz. Os médicos não aten-deram à demanda, considerando as queixas exageradas.</p>
<p>Olhava muito no espelho, usava band-aid no nariz para esconder as manchas, perguntava aos outros sobre elas. Acredita-va que quando olhavam para ele, viam as manchas e levavam a mão sobre o próprio rosto, dando risada e fazendo comentários. Verbalizava achar-se muito diferente, “chocando” e causando “impacto”. Durante as entrevistas, falava excessivamente. Dizia ter amigos e saía normalmente, mas, às vezes, trancava-se em casa durante dias. Evitava lugares onde havia muita gente, como shoppings, discotecas, etc.</p>
<p><strong>P3:</strong></p>
<p>Homem de 44 anos de idade, autônomo, com terceiro grau completo, renda de R$20.000,00, solteiro, morava sozinho e visitava a família, nos finais de semana. Preocupava-se com uma cicatriz na região superior da bochecha, adquirida após uma cirurgia para retirar uma verruga. Ora via uma mancha roxa, ora um buraco em sua pele. Definia o rosto como “paralisado”, “sem expressão”, “deformado”, “antinatural”. Na região apontada, havia uma mancha minúscula, de tom mais claro que a pele.</p>
<p>Quando criança, as pessoas elogiavam sua aparência. A família costumava compará-lo com primos, que eram considerados mais bonitos que ele. Procurou vários cirurgiões plásticos e dermatologistas para tentar tirar a cicatriz, entretanto, todos se recusaram, não havendo nada a ser feito. Freqüentemente sentia uma “angústia profunda” por causa das suas preocupações, chorava e chegava a pensar em suicídio.</p>
<p>Quando começaram as preocupações, carregava um espelho consigo, perdendo cerca de meia hora cada vez que checava a cicatriz. Chegava a parar o carro para olhar pelo retrovisor. Depois, começou a tentar evitar olhar, pois suas atividades estavam sendo prejudicadas com o tempo perdido. Para camuflar a cicatriz, usou um esparadrapo durante cinco meses após a cirurgia. Evitava posições enquanto estava conversando, ficando de lado, o que foi observado nas entrevistas. Achava que as pessoas se assustavam ao vê-lo, desviando o olhar e focando na cicatriz. Quando os outros lhe falavam que não percebiam nada, ele não acreditava. Evitava ir a restaurantes, bares, cinema. Só tinha um amigo distante, não namorava, era muito isolado, apresentava baixo repertório social e comportamentos de timidez.</p>
<p><strong>P4:</strong></p>
<p>Mulher de 48 anos, com terceiro grau completo, aposentada, morava com o marido e a mãe dela, com renda familiar de R$1.500,00.</p>
<p>Desde a infância, preocupava-se com marcas que surgiam em seu rosto, como arranhões, machucados, ou manchas. Tinha uma vizinha muito vaidosa, que lhe dava colares e outros adereços femininos. Sua mãe ficava sem comer, fazia ginástica com um plástico amarrado na barriga e se pesava freqüentemente.</p>
<p>Dizia que sua pele não estava normal, que estava cheia de “bolinhas” e com a textura muito fina. Procurou o cirurgião que a indicou, porque estava vendo uma marca na região superior do lábio, que parecia um “bumbum”. A pequena marca a que se referia era vermelha, como se fosse o início de uma espinha, muito difícil de ser percebida. Não havia alterações em sua pele.</p>
<p>Fez várias cirurgias para retirar “verruguinhas” do rosto. Com algumas ficou satisfeita, com outras não, vindo a reclamar com os cirurgiões. Ia freqüentemente a dermatologistas. Perdia cerca de quatro horas na frente do espelho, limpando o rosto, de manhã e à noite. Utilizava um espelho de aumento e uma lupa para ver as marcas. Para escondê-las, usava maquiagem ou esparadrapo. Perguntava freqüentemente sobre as marcas na pele, comportamento que emitiu durante as entrevistas. Não acreditava quando lhe diziam que não tinha nada. Reparava na pele de outras mulheres. Quase não saía de casa, isolava-se, chorava muito. Apesar de não ter amigos, falava com desenvoltura e parecia ter um bom repertório social. Apresentava rituais para fechar as janelas e tomar banho.</p>
<p><strong>P5:</strong></p>
<p>Mulher de 40 anos, casada, dona de casa, analfabeta, tinha uma filha de 13 anos e outra de 17, a renda familiar era de R$1.500,00.</p>
<p>Depois de ouvir um comentário sobre sua pele, começou a perceber que estava com algumas marcas de expressão ao redor dos lábios e procurou uma dermatologista, que lhe disse que em sua idade era normal surgirem “ruguinhas”. Passou a se sentir extremamente mal com esse comentário, vindo a procurar um farmacêutico que lhe indicou uma pomada. Não satisfeita, comentou com uma conhecida sobre as marcas, e esta lhe indicou um creme, que começou a passar várias vezes por dia. Após o uso do creme, começou a enxergar muitas rugas ao redor dos olhos, com as quais passou a se preocupar exageradamente. Dizia ver uma “coisera” na pele, que a fazia parecer um “monstro”. Possuía rugas de expressão normais para uma pessoa de sua idade. Os cirurgiões plásticos a quem ela recorreu perceberam seu estado depressivo e optaram por não operar.</p>
<p>Olhava-se muito no espelho e perdia várias horas do dia. Começou a esfregar a pele com a unha e com um pano, na tentativa de tirar as rugas, vindo a se machucar várias vezes. Tentava evitar olhar no espelho, para não se machucar. Ficava com a mão na frente da boca, perguntava e se queixava das rugas freqüentemente (comportamentos também observados nas entrevistas). Reparava e se comparava com outras mulheres. Apresentava um baixo repertório social, era bastante quieta. Depois que começou a se preocupar, passou a evitar sair, praticamente se isolou socialmente, não se dedicava às tarefas domésticas como antes, ficava se lamentando, chorava, tinha insônia, falava em morrer. Antigamente apresentava comportamentos compulsivos de limpeza da casa.</p>
<p><strong>P6:</strong></p>
<p>Jovem de 23 anos, solteira, fazia graduação em período integral, morava com duas amigas, renda familiar de R$20.000,00.</p>
<p>Desde criança, ouvia comentários de que seu bumbum era igual ao de sua mãe.</p>
<p>Preocupava-se com a região do bumbum e quadril, achando-a muito grande, com gordura localizada, celulite e culote. Fez uma lipoaspiração nestas regiões, com a qual não se sentiu satisfeita. Logo que viu o resultado da cirurgia, percebeu que estava “deformada”. Fez duas correções; no entanto, ainda não estava satisfeita e gostaria de fazer mais uma. A participante tem esta região grande, mas não fora do comum. Olhava o bumbum ao passar por superfícies refletoras; carregava um espelho na bolsa, para checar como a calça estava marcando. Usava meia-calça por baixo da roupa para não marcar o bumbum, às vezes, amarrava um moletom na cintura ou usava bolsas para escondê-lo. Perguntava freqüentemente sobre o bumbum e não acreditava quando falavam que não tinha nada. Reparava e se comparava com outras mulheres. Dizia que onde quer que fosse, tinha a sensação de que todos estavam olhando para o seu bumbum, deixando de sair muitas vezes. Evitava ir a determinados lugares como praias, clubes e piscinas. Tinha amigos, um bom repertório social, falava bastante. Tinha crises depressivas repentinas, desencadeadas pelas preocupações relacionadas ao tamanho do bumbum e apresentava com-portamentos compulsivos de comer e comprar.</p>
<p><strong>P7:</strong></p>
<p>Homem de 44 anos, ensino fundamental completo, operário, morava com a esposa, uma filha de 19 anos, um filho de 21 e sua nora, renda familiar de R$900,00. Preocupava-se com a ponta do nariz, que achava muito grande e fina. Quando se olhava no espelho, via um “monstro todo deformado”. A ponta do seu nariz era um pouco grande, mas não atípica.</p>
<p>Quando criança, via que seus tios tinham narizes grandes e se preocupava se um dia também teria. Tinha primos da mesma idade que, por terem melhores condições financeiras, estavam sempre bem vestidos, ao contrário dele e de seus irmãos. Sentia-se inferior aos primos. Descreveu uma situação considerada como um “marcador” para que suas preocupações com o nariz se agravassem: um colega de trabalho disse que ele parecia um personagem de TV, que tinha o nariz grande, e todos os outros começaram a rir. Primeiramente, olhava muito no espelho, mas como se sentia mal, passou a evitar. Evitava ficar de perfil quando estava conversando, o que foi percebido durante as entrevistas. Reparava no nariz de outras pessoas e se comparava. Percebia olhares, comentários e risos. Evitava lugares que tivessem muita gente, como shoppings, mercados, etc. Apenas saía para trabalhar. Teve crises depressivas, por causa das preocupações com o nariz, chegando a pensar em suicídio. Porque os médicos se recusavam a fazer a cirurgia, chegou a pensar em cortar a ponta do nariz. Quase não tinha amigos. Apresentava um bom repertório social, falava de modo articulado.</p>
<p><strong>Análise do TDC de Acordo com as Classes de Resposta</strong></p>
<p>Apesar das preocupações excessivas com alguma parte do corpo, os participantes tinham alterações mínimas em sua aparência, difíceis de serem percebidas. Cinco deles já haviam feito algum tipo de correção estética, e nenhum havia ficado satisfeito com os resultados. Os outros dois estavam buscando cirurgias plásticas. Durante as entrevistas, no relato verbal dos participantes, era possível identificar as constantes insatisfações:</p>
<p>- Eu queria operar de qualquer jeito pra ficar boa, operava, não esperava nem dois meses e já operava de novo. Naquela época eu não gostava de mim, eu queria operar o mais rápido possível pra mudar o meu nariz, pra poder arrumar(&#8230;)(P1).</p>
<p>Foram relatados comportamentos de olhar fixamente no espelho e evitar olhar; tentativas de camuflar os defeitos; perguntar aos outros sobre o defeito e se comparar com outras pessoas. Além dos comportamentos relacionados à aparência, os participantes apresentaram comporta-mentos característicos de outros transtornos. Todos eles apresentavam comportamentos depressivos e três (P3, P5, P7) relataram ter pensamentos suicidas, exemplo:</p>
<p>- Eu acredito que a minha saúde foi a quase zero, porque eu fui perdendo até a esperança assim de querer viver, sabe; eu não sentia prazer em viver, em andar no meio, em ir, por exemplo, daqui até o terminal, por ficar preocupado com as pessoas que vão me olhar de perfil, então já muda muito a vida né. (P7).</p>
<p>A maioria relatou ter comportamentos que poderiam ser caracterizados como obsessivos e compulsivos, relacionados às preocupações com a aparência:</p>
<p>- Ah, eu penso direto, penso toda hora, a hora que saio. (&#8230;) Mas o duro é que eu não consigo evitar olhar, parece que alguma coisa me leva ao espelho, é aquilo que eu falei de energia negativa, eu não consigo evitar (P3). (&#8230;) e eu nunca saio sem virar de costas para olhar o bumbum. Hoje mesmo eu fiquei assim no espelho: “não vou virar, não vou virar, não vou virar”. Não agüentei e virei. Sempre (P6).</p>
<p>Alguns participantes apresentaram comportamentos típicos do TOC, como P4 que apresentava rituais na época das entrevistas, e P5 que relatou compulsão por limpeza antes das preocupações com a aparência. Outros comportamentos foram gastar e comer compulsivamente, apresentados por P6.</p>
<p>Foram identificados comportamentos verbais e não verbais que poderiam ser interpretados como delirantes, sendo comum o uso de palavras como: “deformado”, “monstro” e idéias de que “chocavam”, “assustavam” e “causavam impacto”. Alguns acreditavam que as pessoas riam, comentavam o defeito e, para indicá-lo, colocavam a mão sobre a parte do próprio corpo, para ilustrar segue relato do P7:</p>
<p>- Na hora que eu me ponho no meio do grupo, no meio de uma festa, ou shopping, então eu estou seguindo cada pessoa que me vê, que me vê diferente de qualquer outros defeitos que surgirem na multidão, então eu me sinto, eu, como se diz assim, todo deformado, que ninguém vai conseguir passar sem me ver, então eu me sinto sozinho na multidão e todo mundo tá me vendo. (&#8230;) As pessoas, eu vejo que quando a gente tá conversando e tal, eles me procuram; quando eu estou de perfil, eu vejo que ele ta dando um arzinho de riso, mesmo que ele disfarça, eu vejo (P7).</p>
<p>Outra classe de comportamentos evidenciada entre os participantes foi de esquiva social. Alguns se esquivavam de sair apenas para alguns lugares específicos, como shoppings, bares, cinemas, clubes, supermercados, enquanto outros, como P4 e P5, beiravam o isolamento social.</p>
<p>Apenas uma participante (P1) negou ter prejuízos em sua vida social, por causa das preocupações com o defeito. Três (P4, P5 e P7) afirmaram ter prejuízos na área ocupacional. Cinco (P3, P4, P5, P6 e P7) afirmaram evitar alguns lugares por causa das preocupações, e apenas um deles afirmou não ter problemas familiares (P2) relacionados às preocupações. Portanto, as preocupações excessivas em relação aos defeitos lhes causavam prejuízo em áreas de funcionamento social, ocupacional e familiar.</p>
<p>Embora os critérios psiquiátricos tenham sido utilizados para a seleção dos participantes, neste trabalho, as classificações limitaram-se à descrição de respostas conhecidas sob o rótulo de TDC. Os participantes apresentaram não apenas a maioria dos comportamentos típicos do TDC, mas também característicos de transtornos como Depressão, Fobia Social, TOC e Transtorno Delirante, justamente aqueles apontados pelo DSM-IV (APA, 1995) como comórbidos ao TDC.</p>
<p>Entretanto, além da descrição das respostas, foi feita uma análise comportamental dos dados que será apresentada a seguir, dando ênfase nas classes de comportamentos, relacionando-as a condições ambientais. Buscou-se entender as contingências de reforçamento em operação na história de vida dos participantes e no presente.</p>
<p><strong>Análise Comportamental da História de Vida e da História de Contingências</strong></p>
<p>A maioria dos participantes teve poucos amigos (P1, P2, P3, P4 e P5) durante a infância e adolescência, devido à falta de contato com pessoas e lugares diversificados. Provavelmente, alguns deles não tiveram oportunidade de desenvolver comportamentos socialmente habilidosos, conforme aponta a literatura (Andreasen &amp; Bardach, 1977; Braddock, 1982; Bloch &amp; Glue, 1988). Essa falta de comportamentos socialmente habilidosos pode ter sido condição importante para o surgimento de comportamentos depressivos, de esquiva social, assim como, o baixo repertório social na fase adulta, para alguns dos participantes (P1, P3 e P5), conforme os relatos abaixo:</p>
<p>- Tive dificuldades de ter amigos, às vezes, no recreio eu ficava sozinha. Não era muito fácil de me entrosar não (P1). Ficava isolado, às vezes um ou outro colega, mas enquanto eles eram colegas, porque eles gostavam de brincar, eu já não brincava mais, então eu ficava sozinho (P2).</p>
<p>Todos apresentaram uma história pessoal de práticas educativas coercitivas. Seus genitores eram exigentes, críticos e rígidos, enfim, usavam punição em alta freqüência para grande parte do repertório dos participantes:</p>
<p>- (&#8230;) eu só me lembro assim, que quando eu era mais nova o meu pai já ia falando com o tapa, ele não escolhia lugar pra bater, era na cabeça mesmo, onde pegasse. O meu pai não era muito de conversar: “é assim, é assim e assim”, ele ia dando os murros dele, eu falo pra você que ele era bravo (P5). Eu não sirvo pra ficar ouvindo só críticas, de críticas eu estou por aqui, minha vida foi só de crítica. Da minha mãe, das minhas irmãs(&#8230;) a minha mãe nunca foi muito carinhosa, ela é meio neurótica (P2).</p>
<p>Estes dados estão de acordo com relatos de casos na literatura que chamaram a atenção para o fato de que pessoas com TDC tiveram uma educação rígida ou pais superprotetores (Andreasen &amp; Bardach, 1977; Braddock, 1982; Thomas, 1984).</p>
<p>Entre os efeitos colaterais de uma educação coercitiva, Sidman (1995) destacou a generalização de comportamentos de fuga e esquiva para outros estímulos além daqueles apresentados no controle coercitivo. Vários comportamentos observados entre os participantes tinham a função de fuga/esquiva e, provavelmente, foram selecionados a partir de uma história de contingências aversivas/coercitivas mantida pelo uso freqüente de reforçamento negativo ou punição. Entre eles, destacam-se esquiva social, comportamentos obses-sivos e compulsivos, ilustrados nestes relatos:</p>
<p>- É eu tenho vergonha de sair, a minha menina me chama pra sair e eu não saio.(&#8230;) Quando as amigas dela vêm em casa, eu fico escondida no quarto, porque eu tenho vergonha, vergonha das marcas no rosto (P5). Mas eu pergunto pra ele, pergunto: “ta aparecendo, ta afundado, ta alto?”Aí ele fala: “não tá”, mas eu tenho necessidade de perguntar(..) (P4). Eu não consigo, eu chego no espelho, aí eu falo “ai meu Deus!”, e começo a passar o pano, pego a toalha e fico passando. (&#8230;) Sinto alívio, porque desaparece, aí eu falo: “agora ficou agora ficou bonito! Ficou bonito porque agora sumiu do rosto”, mas fica vermelho, aí eu me sinto mais mal ainda. É porque daí eu falo :”ai meu Deus, olha onde eu fui parar, estragar o meu rosto!”(P5).</p>
<p>Considerando-se o processo de desenvolvimento e a funcionalidade, a falta de aprendizagem de comportamentos socialmente habilidosos e a educação pauta-da no controle coercitivo podem ter originado comportamentos com função de fuga/esquiva comuns ao TDC e a outros transtornos como Depressão, Fobia Social e TOC. Então, por que comportamentos relacionados a preocupações com partes específicas do corpo surgiram e estavam sendo mantidos? Foram levantadas algumas variáveis que, provavelmente, contribuíram para o desenvolvimento destes comportamentos.</p>
<p>No contexto em que viveram alguns participantes (P1, P3, P4, P6, P7), durante a infância, havia pessoas que davam muita importância à beleza, principalmente membros da família, que faziam comparações e ressaltavam qualidades em outros parentes e não nos participantes. Alguns (P3, P4) eram elogiados quando crianças, quanto à aparência:</p>
<p>- A minha mãe sempre vivia comparando ela (P1) com a outra neta, que a outra neta era esperta, sabia conversar, sabia isso, sabia aquilo e a P1 não. Que ela era bobinha, fazia estas comparações na cara dela (mãe de P1). Muitos elogios, acho que fui uma criança muito bonita, eu me lembro disso. (P4)</p>
<p>O que se destaca, nestes dados, é a grande valorização da beleza, da aparência e do status social, seja por meio de críticas ou elogios, que pode ser considerada uma influência cultural de peso, em concordância com autores da área (Birtchenell, 1988; Rosen, 1997; Figueira et al., 1999). Regras a respeito da importância da beleza podem ter adquirido a função de operação estabelecedora na vida dos participantes, no sentido de que alterava o valor reforçador de comentários e elogios sobre a aparência, assim como aumentava a freqüência de comportamentos de olhar no espelho, de perguntar sobre o defeito, entre outros. O alto valor reforçador da aparência física bela pode ser vislumbrado a seguir:</p>
<p>- Nossa, muito importante, eu acho que uma pessoa bonita, eu acho que ele entra em qualquer lugar e em qualquer lugar ele é aceito, tanto que hoje, a maioria dos lugares que estão procurando trabalho, que é mexer com o público né, que é uma recepção, exige uma pessoa de boa aparência. (P7)</p>
<p>Ao longo da vida dos participantes, ocorreram certos eventos relacionados às partes específicas do corpo com que se preocupavam: comentários (P5, P6, P7), cirurgias (P1 e P3) e acidentes (P1 e P2). Presume-se que estes eventos tenham sido importantes para que estas partes do corpo adquirissem função aversiva. Esses dados vão ao encontro das afirmações de Andreasen e Bardach (1977) e de Rosen (1997) sobre críticas, comentários e acidentes, com a parte do corpo de preocupação, como fatores precipitantes.</p>
<p><strong>Análise e Descrição das Contingências Atuais</strong></p>
<p>Devido a histórias de vida e histórias de contingências, citadas anteriormente, partes do corpo específicas podem ter-se tornado estímulos discriminativos, que ocasionavam comportamentos de pensar e se preocupar com a aparência, olhar fixamente no espelho, tentar camuflar, procurar cirurgiões para correções, entre outros, conforme relato:</p>
<p>- Surgem a partir da hora que eu estou me olhando, eu já me deparo com as preocupações, eu posso estar esquecido, olhei no espelho, já vem a preocupação (P7).</p>
<p>Pensamentos repetitivos sobre o defeito, sentimentos de rejeição e reações corporais características da ansiedade, como taquicardia e sudorese, eram discriminados como aversivos. Por isso, os participantes procuravam fugir e/ou se esquivar de estímulos discriminativos que sinalizavam estes comportamentos privados, assim como deles próprios, que adquiriram o caráter aversivo, ilustrados nestes exemplos:</p>
<p>- (&#8230;) é uma angústia profunda, quando estou com os outros eu fico meio tenso, fico pensando que os outros estão olhando, se vão perguntar alguma coisa (P3). &#8211; É uma coisa doída aqui por dentro sabe, doída por dentro (P4). Quando olho no espelho sinto aquele gelo assim por dentro, que vem assim e gela o corpo (&#8230;) (P5).</p>
<p>De acordo com o modelo de esquiva experiencial descrito por Friman et al. (1998), os participantes procuravam se esquivar de eventos, ocasiões e contextos em que suas preocupações e sentimentos aversivos sobre a aparência poderiam ocorrer.</p>
<p>No começo era direto, agora não. &#8211; Me fazia mal né, então agora eu nem olho mais, porque sei que vai me fazer mal, deixar eu ficar quieto (P3). &#8211; Cheguei a cancelar compromisso de não ir na última hora por causa disso. (&#8230;) Ficava agoniado assim, preocupado de não me sentir bem, de não me sentir à vontade por causa disso (P2).</p>
<p>- Olha, quando eu vou sair, eu só posso dizer o seguinte, se eu, por exemplo, estou muito preocupado com a minha aparência, geralmente eu nem saio. Geralmente eu não saio, procuro ver um jeito (P7). (&#8230;)porque sempre é a mesma história, eu até estou com vontade de sair, de fazer alguma coisa, aí na hora que eu vou me trocar, porque daí já mistura tudo, né, porque eu estou bem, aí eu vou me trocar, eu já me estresso, fico nervosa, daí choro e não vou. E é sempre assim (P6).</p>
<p>Supõe-se que essas sensações aversivas foram sendo relacionadas a outros estímulos do ambiente dos participantes, que também foram adquirindo o caráter aversivo, provavelmente por meio da transferência de função entre estímulos equivalentes (Wilson &amp; Hayes, 2000), conforme os relatos que se seguem:</p>
<p>Não, ninguém nunca falou nada. Assim como eu já tinha falado dos pêlos do queixo, eu percebo que os outros vêem que eu tenho né, porque quando eu estou conversando com alguém, ficam colocando a mão no queixo, mas nenhum comentário com palavras (P1). &#8211; Não, ninguém nunca falou nada. Mas eu percebo que quando falam comigo, desviam o olhar, rebatem o olho e focam na cicatriz (P3).</p>
<p>Conforme se observou entre os participantes, com a extensão cada vez maior das classes de estímulos, vão restando poucas situações que não adquirem o caráter aversivo. Isto poderia explicar a tendência ao isolamento social observado em alguns deles. Todos esses exemplos de comportamentos de esquiva estavam sendo mantidos por reforçamento negativo. A médio e longo prazo, os comportamentos de esquiva estavam trazendo prejuízos, pois ao serem reforçados negativamente, prevenindo-os de se exporem às situações sociais, de serem criticados e de se sentirem ansiosos, impediam-nos de emitir comportamentos que poderiam ser positivamente reforçados. Portanto, como ocorre na esquiva experiencial (Friman et al., 1998), o comportamento de esquiva torna-se incompatível com as respostas operantes do tipo sair de casa, passear, ir ao trabalho, etc.</p>
<p>Os participantes apresentavam baixa variabilidade comportamental e baixa freqüência de classes de respostas positivamente reforçadoras, entre todas as atividades que desempenhavam, como pode ser vislumbrado:</p>
<p>- Ah, comigo acho que está regular. Não tem nada assim que eu esteja feliz, por causa que eu queria estar melhor. Assim, ta tudo regular, no campo profissional, não é aquilo que eu queria, eu até largaria. Quanto ao casal também está regular, porque a gente não tem nossa casa, é tudo mais difícil (&#8230;)É isso que eu digo, bom não tá né (P1).</p>
<p>Desse modo, a contingência atual predominante em operação era reforçamento negativo concomitante à extinção por meio da baixa taxa de reforçamento positivo. Este tipo de contingência favorece a baixa variabilidade comportamental, o isolamento social e comportamentos depressivos.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Os dados colhidos basearam-se no relato retrospectivo dos participantes e de seus familiares, com o objetivo de compreensão das possíveis variáveis relevantes para o desenvolvimento e a manutenção dos comportamentos característicos do TDC.</p>
<p>Hipotetizou-se que algumas experiências comuns na infância dos participantes, como a educação pautada na coerção e a falta de interação social, influenciaram grande parte dos comportamentos apresentados e que a ênfase em estímulos discriminativos, sinalizadores de reforço negativo e a falta de reforçamento positivo estavam contribuindo para a manutenção dos comportamentos.</p>
<p>Histórias de contingências semelhantes deram origem a comportamentos topograficamente diferentes. Além dos comportamentos de preocupação com a aparência, característicos do TDC, foram identificados comportamentos depressivos, obsessivos, compulsivos, delirantes, todos com função de fuga/esquiva. Essas análises encontram fundamento no modelo dimen-sional funcional em que comportamentos devem ser organizados em processos relacionados a contingências de reforçamento coercitivo que os teriam produzido e mantido, independentemente de suas diferentes topografias (Hayes et al., 1996).</p>
<p>Vários dos comportamentos foram descritos como esquiva experiencial, pois os participantes buscavam se esquivar da ansiedade, de pensamentos sobre sua aparência, e sobre a reação das pessoas à sua aparência. Os comportamentos de esquiva eram reforçados negativamente, pois os prevenia de se expor às situações sociais, resultando em conseqüências prejudiciais, como isolamento social e comportamentos depressivos.</p>
<p>Apesar de não ser possível levantar todas as variáveis importantes, nem afirmar com segurança a real contribuição e o grau em que as variáveis levantadas influenciaram os comportamentos, que é uma realidade do contexto clínico, esta foi uma tentativa de demonstrar como a história de vida de cada indivíduo deve ser comsiderada para entender seus comportamentos atuais.</p>
<p>fonte: <a href="http://revistas.redepsi.com.br/index.php/RBTCC/article/view/143/126">http://revistas.redepsi.com.br/index.php/RBTCC/article/view/143/126</a></p>
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		<title>Sandy &#8220;Tenho medo de envelhecer&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 00:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tava eu no supermercado, passando algumas comprar no caixa quando vejo a capa da Contigo!, tive que comprar. Achamos que só a gente, anônimos, temos problemas existenciais né. Eu acho ela linda. Parece uma boneca. Um pouco sem sal, meio &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2011/12/26/sandy-tenho-medo-de-envelhecer/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2589&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tava eu no supermercado, passando algumas comprar no caixa quando vejo a capa da <span style="color:#ff0000;"><strong>Contigo!</strong></span>, tive que comprar. Achamos que só a gente, anônimos, temos problemas existenciais né.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2590" title="sandy" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/sandy.jpg?w=640" alt=""   /></p>
<p>Eu acho ela linda. Parece uma boneca. Um pouco sem sal, meio sem graça, parece que tem sempre o mesmo tom de voz. Mas como bibelô eu acho ela perfeita. Cabelo lindo, pele linda, sorriso lindooooo, perfeitão. Ela é um pouquinho pequena, mas isso não tira a beleza dela. E pra ver como opinião é que nem cu, tem gente que vai ler isso e dizer &#8220;eu nem acho ela bonita&#8221;. A beleza está nos olhos de quem vê.</p>
<p>Vamos à matéria:</p>
<p>Em janeiro, Sandy completa 29 anos. E a proximidade dos 30 a deixa apavorada. &#8220;Tenho medo de envelhecer, é assustador&#8221;. Usa cremes anti-idade e controla a balança, coisa que não fazia antes.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2591" title="sandy2" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/sandy2.jpg?w=640" alt=""   /></p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>ENVELHECER</strong></span></p>
<p>&#8220;É esquisito fazer 30 anos. Eu enxergo como uma coisa bem assustadora. Tenho medo de envelhecer, sei que ainda sou muito jovem, mas o tempo passa. 30 anos é um número forte, agora você é adulta, não tem mais desculpa para ser insegura, para dar passo em falso. Agora você é uma mulher e pronto. Do lado mais superficial, começamos a envelhecer fisicamente. Hoje, uso cremes anti-idade. Passo à noite um na área dos olhos e outro para controlar a acne. De manhã, um hidratante e filtro solar todos os dias.&#8221;</p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>PERFEIÇÃO</strong></span></p>
<p>&#8220;Tenho consciência do perfeccionismo que me atrapalha. Não me acho chata, eu me acho exigente comigo mesma. Eu me cobro, fico ansiosa e acabo com gastrite nervosa. Recorro à homeopatia e à acumpuntura. Meu tratamento envolve filoterapia e florais e faço há um ano. Às vezes, ficar nervosa me deixa rouca. Estou sempre achando que não estou preparada para determinado show ou que minha casa precisa estar arrumada. Se pego uma gaveta desarrumada, deixo certinha, faço faxina.&#8221;</p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>BALANÇA</strong></span></p>
<p>&#8220;Peso 41 quilos e não tenho vontade de engordar nem um pouco. É o peso que eu gosto de ter. Eu queria ser mais definida, não tenho genética nem facilidade pra ganhar massa muscular. O que não gosto em mim é da minha barriga, queria que fosse tábua, tanquinho, acho lindo! Também queria ter mais bumbum. O Lucas ama meu corpo, se eu quisesse fazer plástica eu teria que convencê-lo. Mas, se algum dia tiver gêmeos e minha barriga ficar lá embaixo ou amamentar e tudo cair, eu faço (risos).&#8221;</p>
<p>Fonte: Contigo! 22 de dezembro de 2011 &#8211; Edição nº 1892</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2589/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2589&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Menu Livros</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 22:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualizei a sessão de <strong>Livros</strong> no menu do blog (embaixo do banner).</p>
<p>Boa leitura a todos e Feliz Natal.</p>
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		<title>Dismorfia ilustrada</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 17:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É hoje que vcs me xingam!! Bolei um post ilustrativo de hábitos de um dismórfico e de uma pessoa sem dismorfia. Não fiquem brabos pq eu faço tudo igual também. Se vc tem dúvida se tem dismorfia corporal, talvez assim &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2011/12/15/dismorfia-ilustrada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2524&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É hoje que vcs me xingam!! Bolei um post ilustrativo de hábitos de um dismórfico e de uma pessoa sem dismorfia. Não fiquem brabos pq eu faço tudo igual também. Se vc tem dúvida se tem dismorfia corporal, talvez assim esclareça melhor dentro de vc isso. Se vc já sabe que tem é hora de rir da própria desgraça!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2529" title="espelho2normal" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/espelho2normal2.jpg?w=640&#038;h=393" alt="" width="640" height="393" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2525" title="espelho1dism" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/espelho1dism.jpg?w=640&#038;h=434" alt="" width="640" height="434" /></p>
<p>KKKKKKKKKKKKKK eu quero ver qual é a pessoa com dismorfia que não faz isso, de ficar com a cara colada no espelho olhando os defeitos. Eu mesma fico, perco a hora olhando minhas manchas, minha olheira, meu olho gigante e aproveitando pra ficar cutucando tudo quanto é cravo e espinha que meu olho de águia conseguir identificar.</p>
<p>Agora eu preciso falar uma coisa pra vc. NINGUÉM vai conversar contigo numa distância de 2 cm do seu rosto. Então vamos parar de achar que as pessoas enchergam tudo o que a gente vê com a cara colada no espelho.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2532" title="maqui1" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/maqui1.jpg?w=640&#038;h=438" alt="" width="640" height="438" /><img class="aligncenter size-full wp-image-2534" title="maqui3" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/maqui3.jpg?w=640&#038;h=438" alt="" width="640" height="438" /><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/maqui2.jpg"><br />
</a>Vc ja se acha horrível, daí vc recorre a maquiagem, se arruma alá Alice Salazar e continua se achando horrível. As vezes até mais que antes.</p>
<p><a href="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/carrodism1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2530" title="carronorm1" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/carronorm1.jpg?w=640&#038;h=468" alt="" width="640" height="468" /><img class="aligncenter size-full wp-image-2531" title="carrodism1" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/carrodism1.jpg?w=640&#038;h=463" alt="" width="640" height="463" /></a></p>
<p>Se eu andar por uma rua com 20 carros estacionados, eu vou verificar meu reflexo nos 20 carros. Preciso sempre ter certeza de que minha aparência e está sob controle. Se eu não conferir eu acho que estou um monstro. Sempre que faço isso eu lembro do filme &#8220;A Casa do Espanto&#8221;. Um clássico do terror (1986).  É uma cena que o cara ta sentado em uma mesa com uma mulher, dentro da casa. E o batom da mulher cai. Ela fala &#8220;eu pego&#8221; e se abaixa, quando ela se levanta, é um monstro. Caracaaaaaaaa. Sempre lembro disso quando fico me conferindo nos reflexos dos vidros. Tenho que ter certeza que não é o monstro que ta ali, que sou eu, mesmo que feinha.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2544" title="casa-do-espanto-1986-9" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/casa-do-espanto-1986-91.jpg?w=640" alt=""   />Olha ela surgindo da mesaaaaaa. medoooooo</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2546" title="casa-do-espanto-1986-10" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/casa-do-espanto-1986-101.jpg?w=640" alt=""   /><img class="aligncenter size-full wp-image-2547" title="batom" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/batom.jpg?w=640" alt=""   />Passando batom, ah que boniiiiiitaaaaaa! Colega, vc se maquia e acha que fica igual a ela né. Bem-vinda ao clube.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2535" title="vitrine2" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/vitrine2.jpg?w=640" alt=""   /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2536" title="vitrine3" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/vitrine3.jpg?w=640" alt=""   /></p>
<p>Quem me ve na rua deve achar que eu adoro olhar vitrine de loja. Se eu pudesse dizer em números, seria que de cada 10 vitrines que olho, 1 é para ver a vitrine e 9 são pra ver meu próprio reflexo para conferir se &#8220;está tudo dentro do possível&#8221;. Afinal, o monstro do batom está aí.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2538" title="foto1" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/foto1.jpg?w=640&#038;h=523" alt="" width="640" height="523" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2539" title="foto2" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/foto2.jpg?w=640&#038;h=523" alt="" width="640" height="523" />Quer por terror em quem tem dismorfia? Apareça com uma máquina fotográfica. Não insista, quanto mais insistir mais ansioso ele vai ficar. Registrar os defeitos do dismórfico? Pior que isso, a foto corre o risco de ir pra internet? Mas neeeeeemmm pensar.</p>
<p>Espero que vcs tenham se divertido com a a própria desgraça. Esse post é pra vc levar seus problemas com mais humor e mais leveza. Pra que vc tenha um 2012 mais feliz com vc mesmo, sem ignorar os problemas. Porque como Clarice fala &#8220;Mude, mas comece devagar. Porque a direção é mais importante que a velocidade&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2524/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2524&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tanta coisa aconteceu&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 16:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tanta coisa aconteceu de um mês pra ca&#8230; A mais marcante foi o desaparecimento das minhas duas gatas. Alguém deu fim nelas, acredito que por envenenamento pq elas eram ariscas pra por a mão. Ficavam no meu pátio e no &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2011/12/02/tanta-coisa-aconteceu/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2514&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanta coisa aconteceu de um mês pra ca&#8230; A mais marcante foi o desaparecimento das minhas duas gatas. Alguém deu fim nelas, acredito que por envenenamento pq elas eram ariscas pra por a mão. Ficavam no meu pátio e no telhado. De um dia pro outro sumiram, não apareceram mais. Isso já faz uma semana, já espalhei cartazes pela rua mas não tenho mais esperança.</p>
<p>Bom, mas o blog é sobre dismorfia corporal e assuntos relacionados, então assuntos alheios não serão tratados aqui.</p>
<p><strong>Estou indo a praia</strong> pq como vcs sabem eu odeio ser branca. Já estou vendo uma diferença. Porém, não estou queimando nas costas, então estou bronzeada (+ou-) na frente e braaaancaaaaaa atrás. Em breve coloco foto de antes e depois aqui pra vcs verem.</p>
<p>Outra coisa é que <strong>cortei meu cabelo</strong>. Tipo uns 20 cm e agora ele está no ombro. Pow, quis mudar. Sempre tive cabelo comprido. Eu era tipo o cara da bíblia, que quando corta o cabelo perde a força. Eu me sentia péssima, feia, horrorosa se meu cabelo não fosse grandão. Mas estava na hora de eu enfrentar mais esse medo e me auto disciplinar que o cabelo mais comprido ou mais curto não vai definir minha beleza completa pq eu sou um conjunto de características, não um cabelo ambulante.</p>
<p>Para 2012, quero dizer que eu irei começar a postar <strong>fotos do meu rosto</strong> aqui. São 2 anos e meio escondendo meu rosto do blog, cortando e desfocando fotos pra não me mostrar. Mas ta na hora eu dar esse passo. Se eu tenho um blog pra falar sobre dismorfia corporal, eu acho importante. Mesmo que não seja indispensável, agrega muito valor quando eu disser pra vcs como me sinto, como me vejo e todos os defeitos que eu acredito ter no meu rosto. Então em 2012 o blog terá fotos do meu rosto.</p>
<p>Parei pra pensar sobre isso quando comecei a ver vídeos da <strong>Alice Salazar</strong> no youtube ensinando a maquiar. Pensei &#8220;Pow, ela ensina a maquiar se maquiando&#8221; Se eu quero falar sobre a minha dismorfia, eu preciso me mostrar também. E foi nesse momento que comecei a me esforçar pra dar esse passo. Não é fácil, mostrar minha cara pras pessoas falarem coisas que eu não quero ouvir/ler. Do tipo &#8220;seu olho é esbugalhado mesmo&#8221;, &#8220;seu nariz é estranho&#8221; ou mesmo &#8220;tu é uma idiota, só quer chamar atenção pq vc não tem defeito e fica dizendo que se vê deformada&#8221;. Enfim. A barreira está dentro de mim e eu preciso quebra-la, quebrar paradigmas e evoluir mais um pouco.</p>
<p>Por falar em Alice Salazar, quero mostrar umas fotos dela. Eu acho ela linda (e engraçada), parece uma boneca. Acho o rosto dela perfeito, tudo, sobrancelha, nariz, pele, tudo. E pra ver como opinião é que nem cu, cada um tem o seu, tem gente que não vai achar ela tão linda como eu acho. E isso vai acontecer com qualquer referencial. Não tem como o mundo inteiro me achar bonita, nem o mundo inteiro achar vc bonito ou bonita, e mesmo assim vc não pode querer morrer pq isso não define um defeito ou uma deformidade no seu rosto (ou no seu corpo). Isso define apenas uma opinião de uma pessoa. Não é a verdade absoluta, até pq beleza é muito subjetivo e pessoal.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2515" title="alice_salazar" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/alice_salazar1.jpg?w=640&#038;h=658" alt="" width="640" height="658" /><strong>Alice Salazar</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2517" title="alice_salazar2" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/alice_salazar22.jpg?w=640&#038;h=662" alt="" width="640" height="662" /><strong></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Alice Salazar</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2518" title="alice_salazar3" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/12/alice_salazar3.jpg?w=640&#038;h=795" alt="" width="640" height="795" /><strong></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Alice Salazar</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/diariodeumadismorfia.wordpress.com/2514/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2514&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Imagem corporal e atividade física em mulheres que realizaram cirurgia estética</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 16:44:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Dismorfia Corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Plásticas / Tratamento Estético]]></category>
		<category><![CDATA[bdd]]></category>
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		<category><![CDATA[Body Dysmorphic Disorder]]></category>
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		<category><![CDATA[Transtorno de Auto Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno dismórfico corporal]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo A busca pelo corpo perfeito tem sido refletida no crescente número de cirurgias plásticas estéticas realizadas no Brasil a cada ano. A insatisfação com a aparência parece ser uma das principais motivações para estes procedimentos, podendo gerar diversas patologias, &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2011/11/14/imagem-corporal-e-atividade-fisica-em-mulheres-que-realizaram-cirurgia-estetica/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2494&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Resumo</strong></p>
<p>A busca pelo corpo perfeito tem sido refletida no crescente número de cirurgias plásticas estéticas realizadas no Brasil a cada ano. A insatisfação com a aparência parece ser uma das principais motivações para estes procedimentos, podendo gerar diversas patologias, como o <strong>Transtorno Dismórfico Corporal (TDC)</strong>. O presente estudo teve como objetivo investigar a incidência de insatisfação corporal e de <strong>Transtorno Dismórfico Corporal</strong> em mulheres que realizaram cirurgias plásticas e avaliar o papel da aparência e da atividade física na vida dessas mulheres. A amostragem se baseou na técnica de “bola de neve” e, como instrumento, utilizou-se o <strong>Body Dismorphic Disorder Examination</strong>, em sua versão brasileira. Foi realizada uma análise descritiva dos dados e a análise de conteúdo das entrevistas. O escore médio obtido no BBDE foi de 52±22,37, indicando que as mulheres entrevistadas não possuem um alto grau de insatisfação com seu corpo. A análise das entrevistas permitiu inferir que a maioria das mulheres entrevistadas se apresentava satisfeita com o próprio corpo após a cirurgia, mas muitas delas se submeteriam a outro procedimento cirúrgico. A atividade física não foi relatada como forma de modificação do corpo, mas como instrumento para a manutenção do corpo após a cirurgia.</p>
<p><strong>1 Introdução</strong></p>
<p>O homem moderno presencia um forte investimento sobre o corpo. A busca pela perfeição da forma física parece universal. No Brasil, especialmente, esta busca pelo corpo estampado nos anúncios publicitários e desfiles de moda é refletida no imenso número de cirurgias plásticas que são realizadas anualmente no país.</p>
<p>Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, observou-se, nos últimos anos, um aumento significativo no número de cirurgias plásticas realizadas no Brasil. Pesquisa recente realizada pelo instituto Datafolha e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revelou que o país já ocupa o segundo lugar no ranking mundial de intervenções cirúrgicas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Segundo dados desta pesquisa, no ano de 2009 foram feitas 629 mil intervenções cirúrgicas, sendo que destas, 457 mil (73%) foram para fins puramente estéticos.</p>
<p>A pesquisa revelou, também, que 64% dos procedimentos (402 mil) foram cirurgias estéticas realizadas em mulheres, enquanto que o público masculino para este tipo de intervenção representou apenas 8,7% (55 mil) dos pacientes.</p>
<p>A cirurgia plástica estética é definida como “um tipo de cirurgia plástica que é utilizada para remodelar as estruturas normais do corpo, principalmente para melhorar a aparência e a auto-estima do paciente” (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA).</p>
<p>Assim, as cirurgias estéticas se juntam a outras estratégias de modelagem corporal na busca pelo corpo perfeito, como a prática de atividades físicas, as dietas restritivas, indução de vômitos e o uso de laxantes, diuréticos e esteróides anabolizantes. Sarwer e Cash destacam a importância da Imagem Corporal como elemento central na motivação de estratégias de modificação da aparência. Muitas vezes, a insatisfação com a imagem do próprio corpo se torna tão importante que acaba por desencadear vários transtornos de imagem e transtornos alimentares. Entre estes, é descrito como o mais comum entre pacientes de intervenções cirúrgicas estéticas o <strong>Transtorno Dismórfico Corpora</strong>l (Body Dysmorphic Disorder), caracterizado por preocupação com defeito imaginário na aparência ou pela supervalorização de um defeito mínimo. O quadro de <strong>Transtorno Dismórfico Corporal</strong> (TDC) causa sofrimento e compromete aspectos funcionais da vida do indivíduo e se diferencia de outros distúrbios de imagem corporal por se referir a uma ou mais partes do corpo e não à forma do corpo como um todo.</p>
<p>Em sua revisão acerca da relação entre transtorno dismórfico corporal e cirurgia estética, Sarwer e Crerand (2008) afirmam que aproximadamente entre 5 e 15% das pessoas que se submetem a uma cirurgia estética podem sofrer deste transtorno. Segundo os autores pessoas com <strong>TDC</strong> apresentam maior tendência em se mostrarem insatisfeitas com os resultados de cirurgias plásticas.</p>
<p>No Brasil ainda são raras as pesquisas que investigam as relações entre a imagem corporal e as cirurgias estéticas. Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar a incidência de insatisfação corporal e de <strong>Transtorno Dismórfico Corporal</strong> em mulheres que realizaram cirurgias plásticas, além de avaliar o papel da aparência e da atividade física na vida destas mulheres.</p>
<p><strong>2 Material e Métodos</strong></p>
<p>Este estudo se caracteriza como qualitativo, de natureza descritiva e corte transversal.</p>
<p><strong>2.1 Amostra</strong></p>
<p>Considerou-se como população do estudo, mulheres que haviam se submetido a, no mínimo, uma cirurgia plástica estética. Como procedimento de amostragem utilizou-se a técnica de “bola de neve” (snowball technic), caracterizada por uma seleção aleatória de um grupo inicial de participantes que, após terem sido entrevistadas, identificaram outros indivíduos que pertenciam à mesma população-alvo. A utilização desta técnica se justificou pela não existência de um local onde estas pessoas pudessem ser abordadas em grupo.</p>
<p>Foram excluídas da amostra aquelas que realizaram cirurgia plástica com função reparadora ou após cirurgia bariátrica. Todas as participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando a utilização de suas entrevistas nesta pesquisa.</p>
<p><strong>2.2 Instrumentos</strong></p>
<p>Como instrumento principal, utilizou-se o <strong>Body Dismorphic Disorder</strong> <strong>Examination</strong> (BDDE), em sua versão brasileira, validada para mulheres que realizaram cirurgias plásticas. O BDDE verifica a preocupação com a auto-imagem, facilitando o diagnóstico de algum tipo de transtorno dismórfico corporal. O BDDE é caracterizado como uma entrevista semi-estruturada e mede os sintomas de uma imagem corporal extremamente negativa. O instrumento é composto por 34 perguntas (abertas e fechadas), relacionadas às últimas quatro semanas da vida do entrevistado, que dizem respeito à preocupação<br />
com problemas na aparência física e o quanto este incômodo afeta os diversos aspectos da vida do sujeito. Para as questões fechadas, as respostas são organizadas em uma escala Likert de pontos, variando de zero a seis. O escore final é calculado através da soma das respostas para todos os itens (exceto um a três, 22, 33 e 34, que são questões abertas), chegando a 168 pontos. Os autores determinam que escores superiores a 66 já refletem insatisfação com a aparência. O BDDE permite, ainda, que se verifiquem critérios diagnósticos para o <strong>Transtorno Dismórfico Corporal</strong>. Estes se baseiam nas respostas das participantes a algumas perguntas específicas e são classificados em:</p>
<p>a) Preocupação com um imaginado problema na aparência (composto por cinco itens);<br />
b) a preocupação causa angústia clinicamente significante ou prejuízo<br />
em áreas sociais, profissionais, ou outras áreas importantes de funcionamento (composto por quatro itens);<br />
c) a preocupação não é mais bem explicada por outra desordem mental (composto por um item).</p>
<p>Ao BDDE foram acrescentadas perguntas diretas que objetivaram caracterizar a amostra (idade, profissão, estado civil), verificar quais as cirurgias plásticas realizadas e se as participantes se dedicavam à prática de atividades físicas antes e após o procedimento cirúrgico. As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra, para posterior análise.</p>
<p><strong>2.3 Análise dos dados</strong></p>
<p>Os dados referentes aos escores e aos critérios diagnósticos de <strong>Transtorno Dismórfico Corporal</strong>, obtidos através da aplicação do BBDE, foram analisados através de procedimentos descritivos, utilizando-se o software SPSS 16.0. A fim de aprofundar as questões referentes à imagem corporal e investigar o papel do corpo, da cirurgia plástica e da atividade física na vida das mulheres que compuseram a amostra, utilizou-se a análise de conteúdo que consiste em um “conjunto de técnicas de análise das comunicações”. Para tanto, foi realizada uma leitura flutuante das entrevistas transcritas, a fim de identificar os indicadores do discurso de cada participante, os quais caracterizam a visão individual a respeito de cada questão. De posse destes indicadores, foram criadas as categorias de análise com os temas mais recorrentes durante as entrevistas.</p>
<p>O projeto do presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), sob parecer nº 266/2009 e sua execução está de acordo com as normas da Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.</p>
<p><strong>3 Resultados e Discussão</strong></p>
<p>A amostra foi composta por 10 (dez) mulheres que realizaram pelo menos uma cirurgia plástica estética. A média de idade dessas mulheres foi de 29,30±10,98.</p>
<p>Entre as entrevistadas, seis já haviam se submetido a mais de um procedimento cirúrgico estético, sendo que os mais comuns foram lipoaspiração (no abdome, braços, pernas e costas), prótese de seio e abdominoplastia.</p>
<p>O tempo decorrente desde a realização da primeira cirurgia foi, em média, 34,2±18,34 meses, sendo que a maior parte das participantes havia realizado a cirurgia entre 24 e 36 meses antes da entrevista.</p>
<p><strong>3.1 Análise do BDDE</strong></p>
<p>O escore médio obtido pelas entrevistadas no <strong>Body Dysmorphic Disorder</strong> Examination foi de 52±22,37, indicando que as mulheres entrevistadas não possuem um alto grau de insatisfação com seu corpo. Entretanto, três participantes apresentaram escore igual ou superior a 66, demonstrando alto índice de insatisfação. Vale ressaltar que estas participantes se remeteram várias vezes durante a entrevista, a um período anterior à realização da cirurgia.</p>
<p>Estudos têm demonstrado um aumento da satisfação corporal após a realização da cirurgia plástica, como o de Sarwer, Wadden e Whitaker (2002), que revelou um aumento no escore do BDDE quando comparados os valores antes e após o procedimento cirúrgico. No presente estudo, apesar de não ter sido realizada uma análise do período pré-cirúrgico, as entrevistadas relataram este aumento na satisfação corporal após a realização da cirurgia estética, corroborado<br />
pelo baixo escore médio no BDDE.</p>
<p><strong>A análise dos escores médios obtidos em cada pergunta revelou que os comportamentos mais comumente relatados pelas entrevistadas são: olhar-se no espelho diariamente ou quase diariamente (5,70±0,95), o incômodo causado pela característica da aparência referida é entre médio e grande (4,50±2,07) e uma frequência alta de comportamentos de disfarce da aparência, como roupas, maquiagem etc. (4,40±2,41).</strong></p>
<p>Os comportamentos de checagem e disfarce da aparência podem estar relacionados a uma insatisfação corporal elevada, que pode levar a uma busca por outros procedimentos cirúrgicos a fim de alcançar o corpo desejado. As motivações para a realização de cirurgias plásticas são tão mais fortes quanto maior for a desproporção entre o corpo socialmente exigido e o corpo real. Assim, esse grande incômodo revelado pelas entrevistadas em relação ao corpo pode levá-las a utilizar outras estratégias de modificação do corpo, ou mesmo buscar novos procedimentos cirúrgicos.</p>
<p>Em relação aos critérios diagnósticos de <strong>Transtorno Dismórfico Corporal</strong>, todas as participantes responderam a pelo menos um item, como pode ser verificado na Tabela 2. Percebe-se, ainda, que duas participantes responderam a todos os itens de um dos critérios diagnósticos de TDC, indicando a possível presença deste transtorno. Vale ressaltar que muitas das entrevistadas se reportaram durante a entrevista ao problema de aparência que as levou a fazer a cirurgia, o que invalida, portanto, um diagnóstico de um transtorno atual e, em contrapartida, ressalta a presença de um possível diagnóstico antes da realização cirurgia plástica. Sarwer (2002) verificou em sua pesquisa realizada com cirurgiões que estes, apesar de não diagnosticarem <strong>TDC</strong> em suas pacientes, observam muitos sintomas da desordem, principalmente preocupação excessiva com defeitos corporais pequenos ou inexistentes.</p>
<p><strong>3.2 Análise das entrevistas</strong></p>
<p>A fim de realizar-se uma análise mais aprofundada das falas das entrevistadas, procedeu-se com a análise de conteúdo das entrevistas. Primeiramente, estabeleceu-se os indicadores de discurso de cada participante, que caracterizam a visão individual sobre corpo, aparência, cirurgia plástica e atividade física. De posse destes indicadores, criou-se dois grandes grupos de organização das respostas: (1) referências sobre a aparência e sobre o corpo e (2) referências sobre atividade física, que serão descritos e discutidos detalhadamente a seguir.</p>
<p><strong>3.2.1 Corpo e aparência</strong></p>
<p>O estudo dos discursos das participantes permite inferir que mesmo após terem realizado procedimentos cirúrgicos estéticos, seis das entrevistadas declararam gostar de seu corpo com restrições, reportando tanto a outros defeitos na aparência, quanto aos mesmos que as levaram à primeira cirurgia:</p>
<p><em>“[...] eu acho que porque eu tenho muito pouco então eu até assim&#8230; eu fico até assim, às vezes tenho até vergonha assim&#8230; de colocar uma blusa, uma coisa assim, pela falta de seio, porque eu não tenho quase nada”</em> (Participante 2).</p>
<p><em>“Eu ainda acho que as minhas pernas me incomodavam</em> <em>mais&#8230; sempre foi uma coisa que eu nunca gostei em mim, mas eu nunca tive problemas assim de ter vergonha. Também tinha a questão dos seios que não tinha nada né? Eu falei eu vou, assim que eu puder eu vou colocar. Mas eu ainda acho que falando assim em termos de achar feio assim, mais é a perna, porque a perna você está mostrando, o peito não né?”</em> (Participante 3).</p>
<p><em>“Porque eu acho horroroso ser gorda!”</em> (Participante 7).</p>
<p><em>“Não tem o que eu não goste. [...] a que eu ficava era a que eu fiz a cirurgia, então era o que eu realmente tinha complexo mesmo, porque eu tinha muito pouco seio”</em> (Participante 4).</p>
<p><em>“[...] tá ótimo. [...] o que me incomodava era a&#8230; como se diz? Que eu tive que ter cesariana, né? Daí foi tirando tudo, né? Ficou tudo normal”</em> (Participante 6).</p>
<p>Parte significativa das mulheres pesquisadas demonstra desejo ou disponibilidade em se submeter a outro procedimento cirúrgico estético a fim de modificar a aparência, mesmo reconhecendo os riscos e possíveis efeitos colaterais das cirurgias. As motivações para tais procedimentos variam desde preocupação com outro aspecto da aparência até motivações sociais, como se pode notar nos fragmentos a seguir:</p>
<p><em>“Eu acho lipoaspiração uma coisa muito perigosa,</em> <em>mas eu acho que se eu tivesse muito dinheiro eu acho que eu faria&#8230; eu teria coragem”</em> (Participante 5).</p>
<p><em>“[...] Faria, tranquila.[...] Ah, vamos supor, diminuir</em> <em>as pernas que eu acho que estão um pouquinho gordas e&#8230; o braço, né? É&#8230; fazer uma cirurgiazinha também é chique né?”</em> (Participante 6).</p>
<p>Este fato é reforçado por Honigman e outros (2004), em sua revisão de literatura, que dizem que apesar de a maioria dos pacientes se reportarem como satisfeitos com a cirurgia e com a própria aparência, <strong>muitos deles se tornam, de certa forma, insaciáveis e se submetem a repetidos procedimentos estéticos</strong>. Esta tendência à aceitação da cirurgia plástica talvez seja reflexo da imensa influência que a mídia e os veículos de comunicação exercem sobre o comportamento das pessoas. O ato de assistir a programas referentes às cirurgias plásticas se mostrou significativamente relacionado às atitudes das pessoas em relação a esses procedimentos, donde se percebe como a mídia e, consequentemente, os padrões nela veiculados, exercem influência direta no comportamento humano.</p>
<p>A grande maioria das participantes costuma ou costumava se vestir tentando esconder ou disfarçar as características incômodas da aparência. Algumas dessas mulheres se reportaram ao período anterior à cirurgia, declarando que isso não acontece mais atualmente:</p>
<p><em>“Não uso decote, tento comprar uma blusa que não mostre tanto&#8230;  tento dar uma disfarçada”</em> (Participante 2).</p>
<p><em>“Disfarçava, disfarçava bastante [...] eu nunca coloquei</em><br />
<em> uma blusa assim de alcinha igual eu tô hoje, por exemplo, sem sutiã. Eu não colocava, porque ficava muito feio mesmo”</em> (Participante 4).</p>
<p>Estudos anteriores, como de Sarwer e outros (2003), revelaram resultados semelhantes em relação ao comportamento de disfarce de características corporais.</p>
<p>No estudo citado anteriormente, os autores observaram que embora os pacientes não reportem aumento na insatisfação geral após a cirurgia plástica, eles indicam com mais frequência sentimentos negativos sobre a aparência em variadas situações, entre elas ao se vestirem ou se olharem no espelho.</p>
<p><strong>3.2.2 Atividade física</strong></p>
<p>A análise das entrevistas permitiu notar que quatro das entrevistadas não gostam de praticar atividades físicas. Todas estas reconhecem a importância da vida ativa, seja para a saúde, para a manutenção da estética corporal ou no bem-estar diário, mas destacaram que não possuem disposição para a prática ou têm vergonha de ir a uma academia, como se pode notar nos fragmentos a seguir:</p>
<p><em>“Vergonha de&#8230; principalmente da roupa, eu não gostava de pôr aquela roupa de ginástica&#8230; tinha vergonha. Não gostava de fazer uns exercícios&#8230; ah, eu achava muito constrangedor não gostava não”</em> (Participante 8).</p>
<p><em>“Eu acho até mais importante do que a própria cirurgia, né? Eu tenho plena consciência da importância, só não tenho força de vontade”</em> (Participante 7).</p>
<p>Os fragmentos acima revelam uma das mais importantes motivações para a escolha da cirurgia plástica como forma de modelagem corporal: a sobreposição do corpo ideal sobre o corpo real, refletida em um desejo por resultados imediatos. Estudos destacam que as mulheres são mais susceptíveis que os homens na aceitação da cirurgia plástica e discutem que este fato por ser causado pela maior influência sofrida através da mídia, do peso real e da baixa apreciação corporal. Assim, as mulheres se curvam ao imediatismo oferecido pela cirurgia plástica em detrimento do engajamento em um programa de atividade física.</p>
<p>O fato de a atividade física não ter sido reconhecida como uma forma de modificação do corpo, corrobora com os achados de Gama e Gama (2009), que entrevistaram mulheres praticantes de atividade física e que se submeteram a algum procedimento cirúrgico estético. Os autores observaram que em nenhum momento suas entrevistadas relataram a prática de atividade física como forma de desencadear transformações corporais, argumentando, principalmente, que a mudança da forma corporal através apenas da prática de exercícios demandaria tempo demais.</p>
<p>Entre as praticantes de atividade física, percebe-se que a maioria delas reconhece uma importância distinta para a manutenção da prática: bem-estar, saúde, recuperação e manutenção do corpo após a cirurgia.</p>
<p><em>“Agora eu pratico pra manter o corpo”</em> (Participante 1).</p>
<p><em>“Principalmente porque faz bem pra saúde”</em> (Participante 5).</p>
<p><em>“Eu comecei pra ter&#8230; a princípio foi recomendação médica, né? [...] tava achando que eu tava estressada, e depois também foi pra ocupar o tempo com alguma coisa. Mas eu acho também mais que é um pouco mais mesmo pra manter a estética, né?”</em> (Participante 10).</p>
<p>Outro discurso recorrente durante as entrevistas, apesar de não ter se confirmado como uma das categorias é o reconhecimento de que a grande maioria das pessoas se preocupa com a aparência e a considera importante, assim como a preocupação das entrevistadas com a opinião de terceiros a respeito da aparência.</p>
<p><em>“Ah, porque hoje eu acho que ninguém tá satisfeita, todo mundo quer&#8230; quer mudar”</em> (Participante 8).</p>
<p><em>“Claro que eu acho que a aparência ela é importante. Pro seu convício social ela é importante. Não adianta virar e falar assim ‘ah eu sou uma pessoa obesa e eu me dou muito bem como todo mundo’ porque não é assim, uma pessoa obesa ela não tem a mesma convivência social que uma pessoa que tem um corpo normal”</em> (Participante 4).</p>
<p><em>“Depois que você faz a plástica parece que eles te olham com outros olhos, né?”</em> (Participante 9).</p>
<p>A partir dos fragmentos acima nota-se a importância dada à aparência em situações sociais, ou seja, em ocasiões onde as pessoas estão sujeitas ao olhar alheio. O estudo realizado por Park e outros (2009) com homens e mulheres, revelou que a opinião de pessoas da família, amigos e parceiros exerce enorme influência no interesse pela cirurgia plástica, e concorda que a valorização de um ideal de beleza acaba por acarretar exclusão social, discriminação e, portanto, prejuízos ao convívio social.</p>
<p><strong>4 Conclusão</strong></p>
<p>Não foi encontrada, no presente estudo, uma grande incidência de insatisfação corporal entre as mulheres entrevistadas, a partir da análise do escore do BDDE. Entretanto, os critérios diagnósticos para <strong>transtorno dismórfico corporal</strong> foram atendidos por várias delas, indicando a possível presença deste transtorno em períodos anteriores e/ou posteriores à realização da cirurgia.</p>
<p>A partir da análise das entrevistas, pôde-se perceber a importância dada pelas participantes à aparência, considerada fonte de felicidade, bem-estar e sucesso. Quanto à atividade física, esta foi citada principalmente como forma de manutenção do corpo adquirido após o procedimento e, poucas vezes, como estratégia de modificação corporal.</p>
<p>É importante destacar, e esta foi uma das justificativas para a presente pesquisa, que são raros no Brasil estudos que investiguem a questão da imagem corporal e das representações de corpo relacionadas aos aspectos da cirurgia plástica estética, seja no pré ou no pós-operatório. Além disso, a amostra restrita, os procedimentos cirúrgicos variados e o fato de as entrevistadas terem se remetido a períodos anteriores à cirurgia implicam que os resultados do BDDE sejam encarados com cautela. Desta forma, a presente pesquisa ambiciona estimular novos estudos, com abordagens metodológicas mais consistentes, a fim de identificar como a imagem corporal se relaciona à aceitação das cirurgias plásticas e, consequentemente, ao aumento de sua prática no Brasil.</p>
<p>Fonte: HU Revista, Juiz de Fora, v. 37, n. 1, p. 31-38, jan./mar. 2011</p>
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		<title>Perguntas e Respostas sobre Dismorfia Corporal</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 13:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diário de uma Dismorfia Corporal</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dismorfia Corporal]]></category>
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		<category><![CDATA[Plásticas / Tratamento Estético]]></category>
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		<category><![CDATA[Transtorno de Auto Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno dismórfico corporal]]></category>

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		<description><![CDATA[O paciente com TDC tráz para a concretude física o que não consegue subjetivar e experienciar em forma de emoção. Questões físicas figuram as dores mais profundas de uma emocional pouco tratado e necessitando absurdamente de elaboração e respaldo. &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; &#8230; <a href="http://diariodeumadismorfia.wordpress.com/2011/11/03/perguntas-e-respostas-sobre-dismorfia-corporal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=diariodeumadismorfia.wordpress.com&amp;blog=8656701&amp;post=2488&amp;subd=diariodeumadismorfia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2490" title="4253967" src="http://diariodeumadismorfia.files.wordpress.com/2011/11/4253967.jpg?w=640" alt=""   /></p>
<p style="text-align:center;"><em>O paciente com TDC tráz para a concretude física o que não consegue subjetivar e experienciar em forma de emoção. Questões físicas figuram as dores mais profundas de uma emocional pouco tratado e necessitando absurdamente de elaboração e respaldo.</em></p>
<p style="text-align:center;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Por que a pessoa vê sua imagem distorcida? Como a capacidade ocular pode intervir nisso? Como posso ver um nariz normal e achá-lo anormal por exemplo, seguindo o ex do Michael Jackson.</strong></p>
<p><strong>R:</strong> Os fatores etiológicos da maioria dos transtornos mentais, incluindo o TDC, não são completamente conhecidos. Via de regra, envolvem uma interação entre fatores genéticos e ambientais. Os fatores genéticos parecem desempenhar importante papel na etiologia do TDC: dos indivíduos com o TDC, 8% têm algum membro da família com esse diagnóstico durante a vida, o que representa de 4 a 8 vezes a prevalência na população geral. Além disso, funções anormais de neurotransmissores específicos – serotonina e dopamina – podem estar envolvidas no desenvolvimento do TDC, como foi evidenciado pela boa resposta desses pacientes a medicações que alteram os níveis desses neurotransmissores.</p>
<p><strong>Bulimia, anorexia e vigorexia estão na classe dos transtornos dismórficos? Por que qualquer pessoa com esses transtornos tem a percepção alterada de si mesmo?</strong></p>
<p><strong>R:</strong> Tanto o TDC como os Transtornos Alimentares, incluindo a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa, são caracterizados por preocupações excessivas com a aparência física e insatisfação com o corpo. Esses transtornos podem cursar com pensamentos obsessivos e comportamentos repetitivos (por ex. checagem no espelho e medidas do corpo).</p>
<p>A diferença é que os portadores de transtornos alimentares sentem-se insatisfeitos com o formato do corpo e com o peso de uma forma mais geral, enquanto que os portadores de TDC preocupam-se com algumas partes do corpo em específico.</p>
<p><strong>A incidência em adolescentes é maior que em adultos?</strong></p>
<p><strong>R:</strong> A prevalência do TDC na população geral ainda não é bem estabelecida. No entanto, estima-se que afete aproximadamente 1 a 2% da população geral. Nas populações de estudantes, as prevalências do TDC variam de 2,5 a 28%.</p>
<p><strong>Um indivíduo perfeccionista extremado, não necessáriamente voltado para o corpo, mas para o comportament, por exemplo, procura ser tão perfeito que se torna irreal…um boneco, um robô… Pode ser considerado como um dismórfico?</strong></p>
<p><strong>R:</strong> Na verdade , esse limite da vaidade extrema e o dismorfismo , para nós, médicos clínicos, é uma linha pouco precisa. Há que se ter muitas consultas (o que acontece quase sempre) com esses pacientes, para que se possa perceber que há uma supervalorização de determinado incomodo estético. Após ser realizado alguns procedimentos que não satisfaz o paciente, repetir o procedimento é continuar não agradando o individuo. Uso, até como precaução, documentação fotográfica, fazendo fotos do antes e depois, mas mesmo assim não há como satisfazer. Começo então a pensar em algum grau de “dismorfismo”, então, os psicólogos tem que ajudar.</p>
<p><strong>Além dos antidepressivos, outros medicamentos costumam ser associados?</strong></p>
<p><strong>R:</strong> O tratamento farmacológico de 1ª linha é o uso de antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. Mesmo os pacientes portadores da variante delirante do TDC respondem preferencialmente a essas medicações. Em casos refratários, pode-se tentar outras classes de antidepressivos ou estratégias de potencialização medicamentosa, como a associação com antipsicóticos.</p>
<p><strong>O portador do transtorno deve ser medicado com medicação psiquiátrica? Há saldo positivo na maioria dos tratamentos?</strong></p>
<p><strong>R:</strong> O transtorno tende a ser crônico, ou seja, o indivíduo frequentemente apresenta exacerbação dos sintomas ao longo da vida. Uma das possibilidades terapêuticas no TDC é o tratamento farmacológico, particularmente o uso de antidepressivos inibidores da recaptura de serotonina, tais como a Fluoxetina e a Sertralina, por exemplo.</p>
<p><strong>O individuo com esse transtorno, quer fazer procedimentos, aumentar lábios e bochechas, mudar sobrancelhas, preencher pontos da orelha, tirar detalhes do contorno do corpo, mais e mais detalhes. Quando e como o profissional dá o limite?</strong></p>
<p><strong>R:</strong> O limite é muito pouco preciso ! Mas devemos fazer os tratamentos pertinentes, procurar a ajudar o paciente ansioso e principalmente documentar. Primeiramente deve-se colocar a pessoa ciente do que vai ser feito. Nunca iludir, nem criar “sonhos impossíveis” de serem alcançados. Depois, documentar da maneira mais precisa, com fotos feitas antes do procedimento e feitas após. Mas o mais importante é colocar o resultado que será obtido com muita clareza, dentro da realidade.</p>
<p><strong>De onde vem essa necessidade de intervenções cirurgicas?</strong></p>
<p><strong>R:</strong> De acordo com o ponto de vista psicológico, a necessidade de um número desenfreado de intervenções cirurgicas se dá, pela necessidade de reparação de algo interno, mas que pela dificuldade de contato e elaboração do “invisível”, o indivíduo sente a necessidade de concretizar com as alterações físicas.<br />
Com a frequência de intervenções, há uma tentativa recorrente de sanar, eliminar aquilo que o incomoda. Sempre em busca da felicidade e saciedade emocional, que infelizmente, desta forma, nunca acontece.</p>
<p>Fonte: <a href="http://clinicapsicologicamec.com.br/clinica/?page_id=1280#comment-1033" target="_blank">Clínica Psicológica M&amp;C</a></p>
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